Cidade do México volta ao futuro com proibição de sacolas plásticas


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CIDADE DO MÉXICO – A nova proibição de sacolas plásticas da Cidade do México inspirou visões de uma viagem de volta no tempo, mesmo quando os fabricantes locais das embalagens temem que se tornem obsoletos.

Um funcionário ajuda um homem a arrumar as compras em uma sacola de um supermercado que não fornece mais sacolas plásticas para os clientes transportarem produtos, na Cidade do México, México, em 2 de janeiro de 2020. REUTERS / Gustavo Graf

O governo da cidade proibiu esta semana os sacos plásticos de uso único para complementar os esforços mundiais de proteger o meio ambiente, provocando protestos de empresas que os produzem.

"Temos que tirar o plástico da circulação", disse Andree Lilian Guigue, oficial que supervisiona a proibição na Cidade do México, uma das maiores metrópoles do mundo. "O plástico e outros resíduos que danificam o planeta acabam nos desfiladeiros, bosques e espaços públicos da cidade – e ninguém o limpa."

A proibição iniciada em 1º de janeiro proíbe a venda ou distribuição das sacolas difundidas em todos os lugares, do Walmart às lojas da esquina.

A associação da indústria de plásticos ANIPAC diz que cerca de 20 milhões de pessoas que vivem na Cidade do México e sua expansão usam cerca de 68.000 toneladas de sacolas por ano. As multas para infratores de plástico podem variar de 42.000 pesos (2.219 dólares) a 170.000 pesos.

Gabriel Sanchez, que comercializa produtos em um mercado, disse que a proibição foi um retorno às embalagens dos anos 1960.

"Agora vamos voltar para sacos de papel, sacolas, cestas", disse ele. "Acho que vai demorar um pouco, mas as pessoas vão se acostumar."

Empresas como a unidade mexicana do Walmart, a fabricante de pão Bimbo e o conglomerado Femsa concordaram em oferecer sacolas reutilizáveis ​​gratuitas este mês e explorar outras maneiras de reduzir as embalagens plásticas.

Os produtores de plástico dizem que o plano prejudicará uma indústria que já luta para se adaptar a uma colcha de retalhos de reformas em todo o México e está pressionando os legisladores a aprovar uma lei federal que padronizaria as regras e permitiria sacolas reutilizáveis ​​e mais grossas.

"A solução deve ser regular as sacolas, não proibi-las", disse Aldimir Torres, presidente da ANIPAC, que registra 141 produtores de sacolas plásticas na Cidade do México.

Em todo o país, o setor gera cerca de US $ 30 bilhões por ano, mas encolheu em 2019, em parte devido às proibições de plástico em várias cidades.

A Cidade do México acha que a solução pode ser sacos compostáveis, que se decompõem facilmente.

Jose del Cueto, porta-voz da Inboplast, uma associação de empresas que produz sacolas mais ecológicas, diz que isso exigiria materiais importados caros.

Ele quer que a cidade siga a Califórnia, que proibiu sacolas descartáveis ​​em 2014, mas permite sacolas plásticas de uso múltiplo.


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