Venezuela prende 11 após ataque de posto avançado militar no fim de semana: Maduro


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CARACAS, Venezuela [Reuters] – A Venezuela prendeu 11 pessoas em conexão com uma operação militar de um posto militar remoto no sul do estado de Bolívar, mas alguns suspeitos fugiram pela fronteira com o Brasil com armas roubadas, disse o presidente Nicolas Maduro na segunda-feira.

FOTO DO ARQUIVO: O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, participa de uma cerimônia que marca o 70º aniversário da fundação da República Popular da China em Caracas, Venezuela, em 30 de setembro de 2019. Palácio de Miraflores / Divulgação via REUTERS

As autoridades acusaram Brasil, Colômbia e Peru – todos adversários do socialista Maduro, que reconhecem o líder da oposição Juan Guaido como o legítimo presidente – de cumplicidade com o ataque, no qual um soldado venezuelano foi morto. Os governos dos três países negaram envolvimento.

Em discurso à noite na televisão estatal, Maduro pediu ao presidente brasileiro Jair Bolsonaro para cooperar.

"Capturar os agressores em território brasileiro e devolver as armas às forças armadas venezuelanas", disse Maduro.

Ele disse que os 11 detidos incluíam suspeitos militares e civis, sem fornecer detalhes.

As autoridades culparam "setores extremos da oposição" pelo ataque. A Venezuela, cuja economia entrou em colapso sob Maduro, está trancada em uma profunda crise política desde que Guaido, chefe da Assembléia Nacional da oposição, assumiu uma presidência rival em janeiro.

Maduro descarta Guaido como um fantoche dos EUA que tenta derrubá-lo em um golpe.

O ministro da Informação, Jorge Rodriguez, disse em um discurso anterior na segunda-feira que Darwin Balaguera, um ex-membro da Guarda Nacional que desertou em fevereiro e fugiu para a Colômbia, foi detido pelo ataque. O canal transmitiu o vídeo de Balaguera respondendo às perguntas das autoridades sob custódia.

Balaguera estava entre centenas de soldados venezuelanos que desertaram para a Colômbia durante uma tentativa liderada por Guaidó de levar ajuda humanitária ao país através da Colômbia e do Brasil em fevereiro. Alguns disseram que estão preparados para pegar em armas para remover Maduro.

Olnar Ortiz, advogado do Fórum Penal do grupo sem fins lucrativos, disse que pelo menos sete membros do grupo indígena Pemon foram presos por causa do incidente. Ortiz disse que quatro outros indivíduos Pemon estavam desaparecidos.

Ortiz disse que as autoridades invadiram casas na vila de Kemonrakapay, em Pemon, perto da fronteira da Venezuela com o Brasil na noite de domingo, em busca de participantes suspeitos.

"Eles estão criminalizando todos sem evidência concreta, sem respeito pelo devido processo", disse Ortiz.

Houve confrontos mortais entre Pemon indígena e autoridades durante o esforço de ajuda de fevereiro. Tropas leais a Maduro impediram a entrada de ajuda.


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