Instalações militares do sul da Venezuela invadiram, um soldado morto: oficiais


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CARACAS – Assaltantes invadiram uma instalação militar no sul da Venezuela no início da manhã de domingo, roubando armas e matando um soldado, disseram autoridades.

O ministro da Defesa, Vladimir Padrino, disse que a polícia e os militares recuperaram todas as armas roubadas e detiveram alguns suspeitos. Ele culpou o ataque a "setores extremistas da oposição", sem nomear nenhum indivíduo.

A Venezuela, cuja economia entrou em colapso com o presidente socialista Nicolas Maduro, está em meio a uma profunda crise política. Em janeiro, o presidente da Assembléia Nacional da oposição, Juan Guaido, invocou a constituição para assumir uma presidência rival e incentivou os militares a ficarem ao lado dele.

Guaido argumenta que Maduro é ilegítimo porque sua reeleição em 2018 foi uma farsa. Um porta-voz de Guaido não fez comentários imediatos sobre o ataque de domingo. Maduro descarta Guaido como um fantoche dos EUA que tenta derrubá-lo em um golpe de Estado e mantém o controle do território e das forças armadas.

O ministro da Informação, Jorge Rodriguez, disse que seis pessoas foram presas em conexão com o ataque no sul do estado de Bolívar, perto da fronteira com o Brasil. Ele acrescentou que os atacantes foram treinados em "campos paramilitares na Colômbia" e receberam assistência do presidente brasileiro Jair Bolsonaro.

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, descreveu o grupo como "mercenários" com sede no Peru, descrevendo o ataque como parte de uma estratégia regional para desestabilizar o país. Rodriguez e Arreaza não forneceram evidências para suas declarações.

O ministro das Relações Exteriores do Peru, Gustavo Meza-Cuadra, disse em um tweet que rejeitou as "declarações falsas" de Arreaza e que o Peru continua comprometido em encontrar uma "solução pacífica" para a crise da Venezuela.

Um porta-voz de Bolsonaro se recusou a comentar. O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia não fez comentários imediatos. Todos os três países reconheceram Guaido como o legítimo líder do país, junto com os Estados Unidos e a maioria das democracias ocidentais.

O remoto e vasto estado bolivariano tem sido palco de violentos confrontos entre forças do governo e mineiros informais nos últimos anos.

Em fevereiro, durante uma tentativa liderada por Guaidó de levar ajuda humanitária através da fronteira, houve confrontos mortais entre tropas e povos indígenas no estado.


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