Finlândia contra hospedar armas nucleares, bases militares da OTAN: PM


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Sanna Marin diz que Helsinque não quer que sua oferta de adesão resulte em uma pegada militar ampliada.

A Finlândia solicitou formalmente a adesão à OTAN na quarta-feira, ao lado da Suécia, em meio a preocupações com sua segurança de longo prazo após a invasão da Ucrânia pela Rússia [Remo Casilli/Reuters]

A Finlândia se opõe à implantação de armas nucleares da Otan ou à criação de bases militares em seu território, mesmo que tenha sucesso em sua tentativa de ingressar na aliança, disse a primeira-ministra Sanna Marin.

Marin disse ao jornal italiano Corriere della Sera em entrevista publicada na quinta-feira que tais medidas não faziam parte das negociações de adesão de Helsinque.

“Nem acho que haja interesse em implantar armas nucleares ou abrir bases da Otan na Finlândia”, disse ela em uma visita a Roma para se encontrar com seu colega italiano, Mario Draghi.

A primeira-ministra sueca Magdalena Andersson também disse que seu país não quer bases permanentes da Otan ou armas nucleares em seu território.

A Finlândia se inscreveu formalmente para se juntar à aliança de 30 membros na quarta-feira, ao lado da Suécia, sinalizando o fim de décadas de não alinhamento militar.

Os países nórdicos foram estimulados pela invasão da Ucrânia pela Rússia.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse que não há ameaça intrínseca a Moscou da Suécia e da Finlândia se juntarem à Otan, mas alertou que o Kremlin será forçado a responder se a aliança instalar bases ou equipamentos militares em qualquer país.INTERATIVO- História e expansões da OTAN Fin

Turquia se opõe a propostas de adesão

Espera-se que o processo de adesão dos países à OTAN seja acelerado.

Todos os 30 aliados da OTAN devem aprovar por unanimidade que um novo país se torne parte da aliança liderada pelos Estados Unidos.

A Turquia, membro da Otan desde 1952, expressou oposição, mas a aliança e Washington disseram que não esperam que Ancara fique no caminho do par nórdico. Ancara acusou a Finlândia e a Suécia de abrigar indivíduos ligados a grupos que considera organizações “terroristas”.

Também citou os embargos de exportação de armas dos países à Turquia após sua incursão na Síria em 2019 como um problema.

Marin, da Finlândia, disse acreditar que o assunto pode ser resolvido por meio do diálogo.

“Acho que nesta fase é importante manter a calma, ter discussões com a Turquia e todos os outros países membros, respondendo a perguntas que possam existir e corrigindo quaisquer mal-entendidos”, disse ela ao Corriere della Sera.

Depois de se encontrar com Marin na quarta-feira, Draghi disse que a Itália apoia as propostas da Otan e está disposta a apoiar a aceleração dos procedimentos internos da Otan para acelerar sua adesão.

Espera-se que o presidente da Finlândia, Sauli Niinisto, e Andersson, da Suécia, conversem com o presidente dos EUA, Joe Biden, em Washington ainda nesta quinta-feira.

Biden apoiou as propostas de adesão e prometeu apoio dos EUA caso enfrentem qualquer “agressão” enquanto seus pedidos, que podem levar até um ano para serem resolvidos, são considerados.

Andersson alertou que a Suécia estará “em uma posição vulnerável” enquanto seu pedido estiver sendo processado.

INTERATIVO- OTAN na Europa com Suécia e Finlândia


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